quarta-feira, agosto 15, 2018
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GRAÇA BARATA!

           OBEDIÊNCIA  E  SACRIFÍCIO

                                                               Pr. Érico Rodolpho Bussinger

     A graça de Deus talvez seja dos assuntos mais importantes da Bíblia.  Considerada como um favor não merecido, a graça de Deus é que propicia condições para que alguém seja salvo.  Se Deus fosse apenas justiça, ninguém seria salvo. Mas como Ele é também misericordioso (doador de graça), no Plano de Salvação Deus  providenciou o cumprimento da Lei para ser  atribuído por graça a cada pessoa que quiser.  Dependendo da atitude de uma pessoa, ela pode receber essa graça de ser justificada perante Deus, o que cumpre a Justiça Divina e propicia a entrada dessa pessoa na salvação eterna.

     Há, no entanto, que se entender essa graça, para que ela não seja barateada. Uma graça barata não provém de Deus. Por que razão Deus distribuiria graça a todos, involuntariamente, de qualquer maneira? Isso seria tão somente jogar por terra a Justiça Divina. Se uma pessoa faz o que bem entende, peca à vontade e depois recebe a graça da salvação  independente de sua atitude, isso desmereceria a Justiça de Deus e contaminaria por completo o Céu e toda a eternidade, levando para lá todo tipo de pecado. Alguns chamam a isto de universalismo. Ou seja, Deus é tão bom que não condenará ninguém, mas salvará a todos.  Nada mais distante da Bíblia. Se Deus é santo, Ele não vai querer a contaminação do pecado junto dEle pela eternidade. Na verdade, Deus é justo, não tem prazer na condenação do perverso, mas condenará a todos que pecarem contra Ele.  Para isto Ele estabeleceu o Juízo Final (Ap.20:12,15).

     A manifestação da graça de Deus depende de uma atitude de cada pessoa.  Ela é individual.  Cada pessoa deve se arrepender de seus pecados e crer em Jesus (Lc.24:47 ).  O crer em Jesus deve ser em quem Ele realmente é.  Jesus é Senhor e a fé verdadeira leva o crente a tê-lo assim (Rm.10:9,10).  Se o crente se submete a Jesus como Senhor, ele  terá a certeza de salvação (At.16:30,31). Caso contrário Jesus não será seu salvador. A graça depende de uma atitude.  Ela é gratuita no merecimento da salvação, mas não independe da atitude da pessoa.  Somente acreditar que Jesus é Deus e salvador não acarreta salvação.  Essa fé é morta (Tg.2:25).  Também somente aceitar a Jesus como sendo único e suficiente salvador não é fé verdadeira.  Até o diabo crê nisso também.  Eu creio que esse equívoco é que tem colocado nas igrejas  muitos crentes meramente “acreditadores”, mas não convertidos.  Jesus não é senhor na vida deles.  Eles não obedecem, não são servos e também eles são capazes de passar uma vida “na igreja” e não produzir obras.  Sua fé é morta.

     Muitos crentes interpretam mal o texto de 1Sm.15:22, que diz que o OBEDECER é melhor do que o SACRIFICAR.  Isso não significa que Deus não quer sacrifícios, mas apenas que eles devem vir como consequência de uma vida de obediência, e não como um pagamento da salvação ou que o sacrifício seja um preço para comprar o perdão dos pecados e a salvação.  Os primeiros 2 mandamentos exigem, da parte de Deus, que a pessoa adore a Deus e lhe dê culto (Mt.4:10).  Deus não quer adoradores de mãos vazias, ou seja, que não façam nada por Ele (Ex.23:15).  Mas Deus enfatiza que o simples ofertar (como Caim) não pode comprá-lO .  Sem primeiro obedecer a Deus, a oferta de alguém será vã.

     Em Jz.6 encontramos a história de Gideão, que depois de receber um chamado de Deus, decidiu obedecer.  Mas antes ele resolveu ofertar a Deus um sacrifício (v.18).  A aceitação de Deus do sacrifício seria o sinal de aprovação.  Foi o que ocorreu quando Gideão ofereceu um sacrifício. Também o fato de Deus aceitar a oferta de Abel foi uma confirmação.  Os crentes foram chamados para cultuar a Deus.  A ordem é para todos (Mt.4:10), mas somente os servos e obedientes oferecerão a Deus o seu trabalho e o seu sacrifício como culto, cumprindo assim aqueles dois  primeiros mandamentos.  Dessa forma a sua fé não será morta.  Sua fé no sacrifício de Jesus também não será vã.  Os frutos dessa vida testificarão da salvação.

     Em resumo, a graça de Deus não é de graça.  Mas depende de uma atitude de quebrantamento e arrependimento.  Graça barata não gera justificação, nem salvação.

     Portanto, não basta  simplesmente “aceitar” a Jesus.  Tem que se tornar  “servo”, para que tenha Jesus como Senhor e Ele lhe seja salvador (At.16:31).

     Dá para entender?

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