terça-feira, agosto 14, 2018
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CRENTE PRECISA FAZER JEJUM?

DEMÔNIO  SAI  COM  JEJUM?

Pr.  Érico  Rodolpho  Bussinger

     Quando Jesus subiu ao monte a fim de se transfigurar ante os olhos de Pedro, Tiago e João, os demais apóstolos, acompanhados de outros inúmeros discípulos, permaneceram no sopé do monte.  Foi nesse ínterim que apareceu um homem trazendo seu filho endemoninhado, para que Jesus o  libertasse.   Não encontrando o Mestre ali, o homem deixou que os discípulos tentassem expulsar aquele demônio.  Após uma batalha espiritual que pode ter sido longa, o demônio conseguiu se segurar e não sair do menino.  Parece-nos óbvio que a falação e a confusão tomaram conta do ambiente.

     Quando Jesus desceu e viu a multidão, perguntou-lhes acerca do ocorrido.  O próprio interessado na libertação do filho tomou a palavra e se dirigiu a Jesus: …”teus discípulos não puderam expelir o demônio” (Mc.9:18).  Jesus, como já era de se esperar,  expulsou o demônio e restaurou o jovem ao seu pai, são e liberto.

     Ao ser questionado  porque os discípulos não puderam libertar o menino, Jesus nos presenteou com a profunda explicação: …”aquela  casta de demônio não pode sair senão por meio de oração (e jejum).” Mc.9:29.  O episódio é citado também por Mateus e Lucas.

     Para se entender o assunto, devemos nos reportar ao restante da Bíblia para analisar a atuação dos demônios.  Eles pertencem a várias hierarquias e se organizam em grupos, que se distribuem para melhor conseguirem seus desígnios.  Há, portanto, demônios “mais” graduados e outros demônios “menos” graduados em poder. No topo está o “arcanjo” Lúcifer. Para se expulsar um demônio, tem-se que ter o poder ou autoridade espiritual suficiente. Se o demônio é menos graduado (ou se tem menos afinidade com a pessoa) será mais fácil expulsá-lo. Se for mais graduado, acredito que terá mais poder para permanecer e resistir, bem como deverá ter o apoio de seus outros demônios “subordinados”. O esforço espiritual necessário para expulsá-lo, nesse caso, será muito maior.  A questão envolvida nessa batalha espiritual, portanto, é de poder espiritual.

     Como se consegue mais poder ou autoridade espiritual?  Este é um dos grandes temas do Novo Testamento.  Em resumo, todo poder emana de Deus e foi dado a Jesus (Mt.28:18). Jesus colocou esse poder à disposição dos que crêem (At.1:8).  Pelo se encher do Espírito Santo, o cristão crescerá em poder (Ef.5:18).  Em outras palavras, o poder já foi derramado com o Espírito Santo, está à nossa disposição, mas precisa ser buscadoO poder espiritual vem através de uma vida de oração e em geral se manifesta pelos dons espirituais.

     O jejum não é a fonte do poder, mas ajuda na vida de oração.  Orar de barriga cheia não costuma ser eficaz.  A abstinência espontânea de comida demonstra para Deus o empenho do cristão em ter poder espiritual. E Deus se agrada disso.

     Mas o teste mesmo do poder espiritual se vê nos frutos e resultados.  O demônio não sai? Está faltando poder.  Ele nem se manifesta, conseguindo enganar a todos? Pior ainda.  O crente não consegue evangelizar? Não consegue convencer ninguém? Com ele ninguém se converte?  Então está faltando muito poder.  E é evidente que oração também.  Falta oração em qualidade e em quantidade. Com toda certeza, 5 minutos de oração não darão o poder necessário para “desentocar” e expulsar certos demônios.

     Você quer vencer os demônios? (desentocá-los e expulsá-los?)  Você quer conseguir conversões?  Então tem que buscar o poder espiritual para isso.  E vai ter que desenvolver uma vida de oração.  Aí então verá como o jejum vai ajudar.

     Caso contrário, se o seu projeto de vida inclui apenas ser um crente de assistir reunião, com toda certeza a oração não vai ser necessária para você e o jejum muito menos.

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