O PECADO DA MULHER E A RESTAURAÇÃO DE DEUS

 

 “…mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” (1Tm.2:14).

Transgressão = desobediência à lei; ultrapassar voluntário de um limite.


Os primeiros homem e mulher antes de desobedecerem a ordem de Deus para que não comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal, viviam no jardim do Éden em perfeita paz,  alegria, harmonia… O coração deles (Mt.15:19,20), ainda não havia sido corrompido pelo pecado. Entretanto, o diabo (a serpente) já os rodeava. Creio que muitos já indagaram o porquê de ter sido a mulher o alvo preferido do diabo. Alguns estudiosos da Bíblia citam, pelo menos, três hipóteses: 1) fragilidade feminina, possuindo uma tendência maior para ser enganada (mas… O homem também caiu!); 2) Seria mais difícil convencer o homem a desobedecer uma ordem que foi dada por Deus diretamente para ele; e, 3) como a mulher foi criada para ser ajudadora do homem, ela cumpriria seu papel, auxiliando o homem a também comer do fruto. Tais especulações nos levam a refletir, porém, não podemos confirmá-las, já que a Bíblia não é específica quanto ao real motivo. Fato é que Deus permitiu que o diabo  tentasse a mulher; porque, como está escrito: “…Deus… a ninguém tenta” (Tg.1:13b). E, a mulher, dando ouvidos ao diabo, caiu. Em seguida, a mulher levou o homem à queda.

Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais” (Gn.3:2,3). A mulher estava a par e consciente da ordem de Deus, como também da consequência da desobediência à esta ordem – a morte. Porém, deixou-se ser enganada pela serpente, que a pôs em dúvida com relação a verdade da Palavra de Deus. A mulher, então, acaba concluindo e decidindo que desobedecer à uma ordem de Deus, não deveria ser “tão mal assim!”

Infelizmente essa história vem se repetindo, e, é o que passa na cabeça de muitas mulheres: –  “Sei que fazer “tal” coisa é errado, sei que não está de acordo com a vontade de Deus, que é contrário à Sua Palavra, mas… (dando ouvidos à voz do diabo) decide: vou fazer! Afinal, sou livre e preciso satisfazer meus desejos! Amanhã eu peço perdão a  Deus, Ele me perdoa e fica tudo bem!”

NÃO ficou tudo bem para Eva! Nem muito menos para Adão, para a serpente, se estendendo para toda a humanidade. Além da morte física, que Deus já  havia antecipadamente alertado que aconteceria; para Eva restou a vergonha, a culpa e as consequências na sua função de esposa e mãe. Além destas, e, entendo como a pior consequência, foi ser lançada fora da presença de Deus,  perdeu seu relacionamento pessoal com Deus. Imagine: – perder a companhia do Deus Todo-Poderoso, todas as tardes! Que vazio! Que solidão! Que “poço sem fundo!

“Miserável homem (mulher) que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?”  Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor…” (Rm.7:24,25a).

O plano de Deus, porém, seguiu seu curso. Ele enviou Seu Filho, Jesus Cristo, para aplacar a Sua ira contra o pecado (desobediência). Antes, porém, de entregar sua vida, Jesus ensinou, deixando claro que o fato de evitar um ato pecaminoso não quer dizer que a pessoa esteja pura diante de Deus; já que a raiz do pecado, depois da queda do homem e da mulher, passa a fazer parte do coração do ser humano, como está escrito: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem” (Mt.15:19,20a). Para nós, o pecado só se torna evidente quando um ato é consumado, mas, para Deus o pecado é caracterizado no momento que é gerado (Tg.1:15); ou seja, os pensamentos, intenções e sentimentos mais íntimos e secretos do coração já constituem em pecado. Jesus torna indiscutível que é do interior do homem (ou seja, onde está a sede do seu caráter) que se originam as coisas que realmente o contaminam diante de Deus, tornando-o impuro.

Jesus, então, nos orienta como tratar o pecado. Em Mt.5:29, Ele diz: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.” Não é raro acontecer de confessarmos nosso pecado, orarmos, e, mesmo assim, sucessivamente, cairmos no mesmo pecado. Quando lemos esta palavra: “…arranca-o e lança-o de ti…”, a princípio, dá-me a ideia de uma erva daninha, que precisa ser arrancada, ou seja, tirada com força juntamente com suas raízes, caso contrário, ela brota novamente. Todo pecado tem uma “raiz”; não adianta “podá-lo” superficialmente (querendo dar aquela aparência de “campo limpo”), porque mais cedo ou mais tarde, ali está ele nascendo novamente. É necessário encontrar a “raiz”; nem sempre é  fácil, e “escavar” até encontrá-la pode levar algum tempo. Uma vez encontrado o pecado, Jesus exige-nos uma atitude radical: arranca-o, o que provavelmente vai nos custar: dor, perda, renúncia; com o pecado não podemos ter complacência.

Passando períodos consideráveis na presença de Deus, diante da Sua Palavra, dependendo da ajuda do Seu Espírito, dispondo o coração à obediência e negando a todo e qualquer tipo de sugestão do diabo, podemos então,  não somente ser  perdoadas do pecado, mas também limpas, libertas, curadas… Cumprindo com alegria a função de auxiliadora idônea, ou seja, aquela mulher que prossegue lado a lado do esposo, capacitada para o apoiar, pois foi assim, desde o início da criação, designada por Deus!

Elisabete Maria Foster -Comunidade Ramá Petrópolis,